quarta-feira, 22 de maio de 2013

Carlos II



Carlos II de Inglaterra

Carlos II de Inglaterra foi chefe da casa de Stuart e rei da Inglaterra, Escócia e da Irlanda entre 30 de Janeiro ou 29 de Maio de 1660 até sua morte. O pai de Carlos II, Carlos I, tinha sido executado em1649 e substituído por uma ditadura militar de Oliver Cromwell, que se auto-nomeou "Lord Protector".

Carlos II subiu ao trono após a restauração da monarquia em Inglaterra e Escócia, pouco depois da morte de Oliver Cromwell. Foi casado com a princesa Catarina de Bragança, filha de João IV de Portugal, que lhe levou como dote a posse de Tanger e em homenagem à qual foi denominado o que hoje é o bairro nova-iorquino de Queens. Apesar de ter tido inúmeros filhos ilegítimos (ele reconheceu os direitos de 14 deles), o casamento não resultou em herdeiros e foi sucedido pelo irmão, Jaime Duque de York. Ao converter-se oficialmente ao catolicismo no seu leito de morte, Carlos II foi o primeiro católico romano a reinar a Inglaterra desde a morte de Maria I em 1558.

Em 1672, Carlos II assinou a Declaração de Indulgência, na qual manifestava sua intenção de suspender todas as leis que penalizavam os católicos e a outros dissidentes religiosos. No mesmo ano, ele apoiou abertamente a França católica (a epóca governada por seu primo Luís XIV) e iniciou a Terceira Guerra Anglo-Holandesa.

O Parlamento (contrário a conceder tolerância religiosa aos católicos) opôs-se à Declaração de Indulgência e negou-se a financiar a Guerra Anglo-Holandesa, obrigando Carlos a firmar a paz em 1674.

Em 1678, Titus Oates, um antigo clérigo anglicano, denunciou falsamente uma "conspiração papal" para assassinar o rei e substituí-lo pelo Duque de York. A histeria anticatólica estendeu-se pela população com vários supostos conspiradores, e numerosos inocentes foram executados. Carlos II ordenou a seu Primeiro Ministro, Thomas Osborne, o Conde de Danby, que investigasse o caso. Posteriormente, ainda em 1678, o Conde Danby foi submetido a uma moção de censura pela Câmara dos Comuns sob a acusação de alta traição. A fim de salvar o Conde Danby do julgamento, Carlos decidiu dissolver o Parlamento em janeiro de 1679. O novo Parlamento, constituído em março de 1679, resultou ser francamente hostil ao rei. Danby foi forçado a se demitir, mas recebeu o perdão real.

Carlos morreu repentinamente vítima de uremia em 6 de fevereiro de 1685. Antes de morrer converteu-se ao catolicismo e recebeu aunção dos enfermos. Ele foi sucedido pelo irmão, o Duque de York. Ele foi sepultado na Abadia de Westminster.


(Leandro Gallo)

Jaime II






                                               










Rei da Inglaterra


Jaime II da Inglaterra, também conhecido como James II, foi chefe da casa de Stuart e rei da Inglaterra, tendo sucedido a seu irmão, o Rei Carlos II. Foi o último dos quarenta e cinco reis católicos da Inglaterra.
Durante a Guerra Civil Inglesa, Jaime foi capturado em Oxford, com apenas dez anos de idade, mas escapou para a Holanda e para a França. Enquanto esteve em exílio, ele serviu nas armadas espanholas e francesas. Foi designado alto comandante da Inglaterra com a restauração de seu irmão Charles II ao trono em 1660. Contudo, sua conversão ao catolicismo, provocou uma oposição dos protestantes contra ele, que era herdeiro ao trono inglês. Em 1679, deflagra-se a crise da exclusão, movida pelos protestantes mais radicais, que desejam excluí-lo da linha sucessória. É nesse conflito que surgem os primeiros partidos ingleses, os whigs, que o querem excluir, e os tories, que querem ver respeitada a sucessão rigorosamente.
Em 1685, Jaime II sucedeu ao irmão. Embora bem aceito por um país que poucas décadas antes vivera uma guerra civil irritou enormemente os súditos com medidas, quase ilegais, de tolerância e encorajamento aos católicos. Acabou deposto com a Revolução Gloriosa, provocada pela crescente e forte oposição, e substituído por sua filha Protestante, Maria II, e pelo genro Guilherme de Orange, que governou de fato. Jaime foi até à Irlanda e tentou inutilmente recapturar o trono. Perante essa situação fugiu para França, onde lhe foi concedido um palácio, o Château de Saint-Germain-en-Laye, onde passou seus últimos anos de vida.

Observação: Na Revolução Puritana Jaime I e Carlos I abusavam do  poder da monarquia absolutista,pois não convocavam mais o Parlamento. Jaime e Carlos I eram chefes da igreja anglicana.
Na revolução gloriosa orientada pelo Parlamento Jaime e Carlos II restauraram a monarquia.
Assinatura de Jaime II:
(Douglas Peixinho)

sábado, 18 de maio de 2013

A guerra civil na revolução inglesa


A guerra civil 

Na guerra civil, as forças se dividiam em dois partidos político-militares: os cavaleiros que permaneceram ao lado do rei Carlos I apoiados pelo clero, pela aristocracia do norte e do oeste do país e pelos grupos favorecidos pelos monopólios reais e os cabeças redondas que apoiaram o Parlamento sendo eles principalmente a burguesia mercantil e os empresários rural sendo a maioria puritana ou presbiteriana. 
Os cabeças redondas sofreram reveses, mas após a liderança de Oliver Cromwell venceram as tropas da monarquia, prendendo o rei Carlos I que foi julgado e condenado à morte. Foi decapitado em 1649, ano em que Cromwell proclamou a república e assumiu a nação. 

Os primeiros anos de república foram conturbados, onde tiveram que enfrentar e sufocar rebeliões lideradas pelos niveladores que queriam implantar uma democracia que atendesse aos mais pobres. Externamente, Cromwell invadiu a Irlanda e reprimiu uma rebelião contra seu governo e depois venceu o exército escocês que invadira a Inglaterra. Cromwell então, unificou a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda numa só república e formou a Comunidade Britânica. 

Em 1651, decretou o Ato de Navegação que determina a comercialização de mercadorias somente por navios ingleses ou dos países onde foram produzidas. O Ato de Navegação impulsionou o capitalismo inglês e favoreceu a indústria naval e a burguesia mercantil. Em 1651 a 1654, a Inglaterra entrou em conflito com a Holanda por esta ter sido prejudicada com o Ato de Navegação.Comwell ampliou seus poderes durante a guerra encomendando uma nova Constituição que propunha um único Parlamento e estabelecia o voto censitário. A Holanda foi derrotada e então a Inglaterra tornou-se a maior potência naval do mundo. Em 1658, Cromwell morreu e passou o poder ao seu filho Ricardo.

(postado por Gabriel Vaccaro)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O papel do Parlamento na Revolução Inglesa



O papel do Parlamento na Revolução Inglesa

“ Os poderes especiais do Parlamento diziam respeito ao controle dos gastos do pais. Embora o rei, na qualidade de grande latifundiário na Inglaterra e de beneficiário de certos tributos feudais, possuísse renda independente para as despesas comuns da coroa, era obrigado a apelar para o Parlamento quando precisava de recursos suplementais, isto porque só o Parlamento podia lançar impostos. Teoricamente isso devia funcionar muito bem. Com efeito, no começo do século XVII as fontes de renda do rei era insuficientes para as suas necessidades.”


Cada vez que aumentava as necessidades financeiras da Coroa, crescia o poder do Parlamento.
A famosa frase “O Rei reina, mas não governa” se refere ao Parlamento, pois nesse sistema quem governa o país é o 1º Ministro, eleito pela maioria do Parlamento.
Ao Rei cabe a função de Chefe de Estado e representa a nação.
Nas Democracias Parlamentaristas, tipo Portugal, o Presidente da República é o Chefe de Estado, eleito pelo povo e o 1º Ministro governa o país, eleito pelo Parlamento.

Conceito

Parlamento é uma assembleia política a qual cabem, em regras, funções legislativas. O atual Parlamento Inglês é o Parlamento mais antigo, tendo servido de padrão a muitos outros.
No século XIV o Parlamento era dividido em duas câmara: Câmara dos Comuns, era eleita por sufrágio censitário, e a Câmara dos Lordes, nomeada pelo rei.
(Douglas Peixinho)

Puritanismo



A Revolução Puritana foi um conflito ocorrido na Inglaterra na década de 1640 entre a monarquia e o parlamento, ou podemos dizer que foi entre puritanos e anglicanos. Vejamos a seguir um pouco sobre o puritanismo:

Puritano é um termo de certo modo pejorativo usado pelos detractores dos membros de um grupo formado por protestantes radicais que se desenvolveu na Inglaterra após a Reforma Protestante. A palavra "puritano" é aplicada de forma leviana e pouco precisa para nomear várias igrejas protestantes que se desenvolveram entre os finais do século XVI e princípios do século XVIII na Grã-Bretanha, além disso,os próprios puritanos não usavam na maioria das vezes este termo para se auto designar. Esse movimento rejeitava tanto a Igreja Romana como a Igreja Anglicana e desde o início ele aceita a Doutrina da predestinação, ele foi perseguido na Inglaterra e as pessoas que participavam desse movimento tiveram que fugir para os EUA, a fim de não serem mortas.


Este quadro retrata um grupo de puritanos recém chegados da Europa após serem expulsos da Inglaterra e de outras regiões divido ao seu modo de vida e pregações. Sua ida para os Estados Unidos ajudou a definir a cultura do novo país.


O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa, portanto as estruturas sociais anglicanas permaneceram e não satisfeitos com esta situação esse grupo travou vigorosas e improdutivas batalhas com o governo político-religioso da Inglaterra.


Em todos esses eventos, o apoio de Calvino foi importante pela tentativa de levar sua doutrina a uma nação cujos laços com Roma haviam sido cortados pela vaidade de um Rei. A doutrina calvinista é hoje largamente protestada entre os fiéis anglicanos e do catolicismo. Muitos dos puritanos fugiram para países como os EUA onde praticaram o Presbiterianismo, procedente da reforma calvinista da Igreja da Escócia.


Kennedy Anderson

Oliver Cromwell


OLIVER CROMWELL

Oliver Cromwell nasceu no dia 25 de abril de 1599, na cidade de Huntingdon, foi um militar e líder político inglês. Após de passar por uma conversão religiosa na década de 1630, Cromwell tornou-se um puritano, assumindo uma posição, no geral, tolerante, face aos protestantes do seu tempo.
Cromwell foi eleito membro do Parlamento em 1628. Participou na Guerra civil inglesa, ao lado dos Parlamentaristas. Foi rapidamente promovido da liderança de uma simples tropa de cavalaria para um dos comandantes principais do Novo Exército onde desempenhou um papel de destaque na derrota das forças realistas. Cromwell foi um dos signatários da sentença de morte do rei Carlos I em 1649, e, como membro do Parlamento, dominou a Comunidade da Inglaterra. Foi escolhido para assumir o comando da campanha inglesa na Irlanda. As suas forças derrotaram a coligação entre os Confederados e os Realistas, e ocuparam o país – terminando, assim, com as Guerras confederadas irlandesas. Durante este período, foram redigidas uma série de Leis Penais contra os católicos romanos (uma minoria significativa em Inglaterra e na Escócia, mas uma grande maioria na Irlanda), e grande parte das suas terras foram confiscadas.
Cromwell criou o Ato de navegação. Esta lei obrigou que todo navio que entrasse ou saísse da Inglaterra teria de ser inglês; em consequência desse ato a burguesia enriqueceu.

(Leandro Gallo)