quinta-feira, 6 de junho de 2013

Georges Danton



Georges Jacques Danton nasceu em uma família da pequena burguesia, filho do advogado Jacques Danton e da sua segunda esposa, Marie-Madeleine Camus. Após estudar no seminário de Troyes, Danton recusou a carreira eclesiástica e partiu para Paris, onde trabalhou num gabinete de advocacia. Após seis meses na faculdade de Reims, comprou uma licença em direito em 1784.

Exercendo a profissão em Paris, preferia frequentar os cafés e cercar-se de muitos amigos. O casamento com Antoinette Charpentier, filha de um rico parisiense, permitiu que obtivesse um cargo de advogado no Conselho do Rei em 1787. Dois anos depois começou a participar, junto com Marat e Camille Desmoulins, em reuniões no distrito de Cordeliers, de onde saíram os líderes dos sans-culotte, a camada da população composta por artesãos, aprendizes e proletários.
Graças as suas qualidades de orador, tornou-se presidente dos cordeliers. O seu talento oratório se exprimia com frases violentas, mas era indulgente e considerava-se discípulo dos filósofos iluministas, mesmo não tendo lido muitas de suas obras. Não via como conspiradores todos os que não pensassem como ele.
Em 1791, no decorrer do processo revolucionário iniciado em 1789, Danton apoiou os jacobinos que queriam a substituição de Luis XVI por Philippe d'Orleans, enquanto que os cordeliers exigiam a abdicação do rei. Após o fuzilamento de manifestantes republicanos no Campo de Marte em julho daquele ano, Danton refugiou-se durante algum tempo em Inglaterra.
No seu retorno, no mês de novembro, substituiu o procurador da Comuna de Paris, com a ajuda do tribunal que praticava, então, a política do Terror. Foi nomeado Ministro da Justiça. Depois deixou o cargo para assumir o cargo de deputado de Paris, opondo-se a Robespierre, não pelas convicções, mas pelo estilo que não compartilhavam.
Temendo a repetição de actos brutais, Danton participou da criação do Tribunal Revolucionário. O paradoxo da Revolução persistia: ao mesmo tempo em que ela não poupava sangue, multiplicavam-se os decretos pelos direitos gerais da cidadania.
Dantou entrou no Comitê de Salvação Pública, órgão executivo da República, responsável pela política estrangeira e por assuntos militares. Rapidamente emergiram os problemas. Mesmo os jacobinos o acusam de defender interesses próprios. Robespierre tomou a frente do Comitê. Danton defendeu as reivindicações dos sans-cullotes e apoiou a criação do exército revolucionário.
A ruptura dos "dantonistas" com os jacobinos foi consumada no fim de 1793, período durante o qual Robespierre tentou manter o equilíbrio político do seu governo afastando mais os radicais e os moderados. Devido às medidas tomadas por Robespierre, Danton encontrava-se isolado e acabou acusado de ser um inimigo da República.
Foi julgado pelo tribunal revolucionário devido a uma acusação preparada por Saint-Just. Defende-se com tanta eloquência que a Convenção demora para fechar os debates. Condenado, foi guilhotinado em 5 de Abril de 1794 em companhia de Camille Desmoulins.
(Leandro Gallo)

domingo, 2 de junho de 2013

Republica e mudanças pós revolução francesa.


Republica depois da revolução  francesa.


Após a Revolução Francesa, foi instaurada a primeira república francesa.A Primeira República Francesa, foi proclamada pelo povo francês a 21 de Setembro de 1792, como resultado da Revolução Francesa e da abolição da monarquia francesa. Isto pressagiou uma nova era de governos republicanos na Europa. Seu principal líder foi Robespierre, que inaugurou o Terror, que matou mais de 100 000 pessoas, com o 18 de brumário o Primeira República foi extinta nascendo assim o Primeiro Império Francês.


Mudanças pós revolução francesa.


A situação na França era extremamente grave. A Burguesia, em geral, apavorada com a instabilidade interna e as derrotas sofridas para os países inimigos, esquecia seus ideais de liberdade, pregados alguns anos antes, e pensava em um Governo forte, buscando no exército a força capaz de reorganizar a nação, restaurando a lei e a ordem .
Todos sabiam que a única pessoa que poderia exercer um Governo desse tipo deveria ser um elemento de prestígio popular e ao mesmo tempo forte o suficiente para manter com mão de ferro a estabilidade exigida pela Burguesia .
A essa época, o elemento de maior liderança no exército era um jovem general, Napoleão Bonaparte, celebrizado especialmente depois da vitoriosa campanha da Itália, em 1796.
No dia 10 de Novembro de 1799 ( 18 de Brumário, pelo calendário Revolucionário), Napoleão retorna do Egito, com o apoio do Exército e da Alta Burguesia, dissolve o Diretório e estabelece um novo governo, conhecido como O Consulado. O período Revolucionário chegava ao fim e começa um período de consolidação do Poder da Burguesia .

Gabriel Vaccaro.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sans-culottes





Sans-culottes – pessoas do povo, eram chamadas assim devido às calças largas usadas pelos homens, diferentes das calças justas usadas pelos nobres e pelos ricos burgueses.





Sans-Culottes (do francês "sem culotes", sendo o culote uma espécie de calção, vestimenta típica da nobreza) era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho , mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.


Os nobres usavam roupas distintas, com calças ou calções justos.




Kennedy Anderson

Girondinos e Jacobinos




Girondinos (alta burguesia): Os Girondinos faziam parte de um grupo político moderado durante o processo da Revolução Francesa. Seus integrantes faziam parte da burguesia francesa. Eram assim chamados, pois faziam parte do partido político conhecido como Gironda. Liderados por Jacques Pierre Brissot, os Girondinos compunham o Terceiro Estado, junto com os Jacobinos e os Cordeliers.
Os Girondinos defenderam, a instalação de uma monarquia constitucional na França, após a queda do absolutismo durante o processo da Revolução Francesa,. Portanto eram contrários ao radicalismo defendido pelos jacobinos. 


Jacobinos (pequena burguesia e proprietários urbanos): Os jacobinos faziam parte de uma organização política, criada em 1789 na França durante o processo da Revolução Francesa. No princípio tinham uma posição moderada sobre os encaminhamentos revolucionários, porém, com a liderança de Robespierre, passaram a ter posições radicais e esquerdistas.
Após a queda de Robespierre em 1794, os jacobinos tiveram suas atividades proibidas na França, sendo dissolvido no ano de 1799.

(resumidamente os jacobinos eram  fraternidades que se reuniam para discutir pensamentos iluministas).

(Douglas Peixinho)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A QUEDA DA BASTILHA




A Queda da Bastilha foi um evento central da Revolução Francesa, ocorrido em 14 de julho de 1789. Embora a Bastilha, fortaleza medieval utilizada como prisão contivesse, à época, apenas sete prisioneiros, sua queda é tida como um dos símbolos daquela revolução, e tornou-se um ícone da República Francesa. Na França, 14 de julho é um feriado nacional, conhecido como Festa da Federação. O evento provocou uma onda de reações em toda a França, assim como na Europa, que se estendeu até a distante Rússia Imperial.
A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão formaram o terceiro evento desta fase inicial da revolução. A primeira havia sido a revolta da nobreza, ao se recusar a ajudar o rei através do pagamento de impostos. A segunda havia sido a formação da Assembleia Nacional e o Juramento da Sala do Jogo da Péla.
A classe média havia formado a Guarda Nacional, ostentado rosetas tricolores, em azul, branco e vermelho, que logo se tornariam o símbolo da revolução.



(Leandro Gallo)

domingo, 26 de maio de 2013

NAPOLEÃO BONAPARTE - LÍDER DA REVOLUÇÃO FRANCESA




NAPOLEÃO BONAPARTE - LÍDER DA REVOLUÇÃO FRANCESA 

Em 15 de agosto de 1769 nasceu na Córsea nosso querido fracês pequeno e cabeçudo, era considerado muito inteligente, só com 16 anos, coisa que você deve ter, ele ja era segundo tenente e os 27 anos se tornou comandante do exercito francês na italia.
Aos 30 anos, participando de um golpe de estado, Napoleão se tronou primeiro-consûl. Naquele tempo o poder era dividido entre três pessoas, primeiro, segundo e terceiro consûl, no qual o maior(quase absuluto) cabia ao primeiro-consûl.Com seu poder, construiu escolas, pontes, estradas, proibiu da empresa publicar coisas negativas sobre ele, colocou comida no prato do povo e outras coisa. Depois de ficar famoso e amado pelo povo, foi coroado imperador em 2 de dezembro de 1804, para mostrar que ninguém tinha maior poder que ele,nem mesmo o padre, Napoleão se corou. A trazetoria da França napoleonica foi marcada pelas guerras, onde inimigos mais numerosos e mais armados foram vencidos. Depois de dominar quase toda Europa, Napoleão queria atacar a Inglaterra, antiga inimiga, mas ela dominava os mares e seu aceso só era por mar. Para enfraquecêla Bonaparte decretou o bloqueio continental, proibindo qualquer país negociar com a Inglaterra, para que seu comercio caia sobre ele mesmo, mas mesmo assim os produtos continuavam a entrar na Europa por Portugal, pela desopediencia do rei português, Napoleão invadiu suas terras, o obrigando a fugir para sua principal côlonia, o Brasil.A Rússia estáva tendo prejuizos por não vender seus produtos a inglaterra, por isso furou o bloqueio em 1810, Napoleão não gostou nada disso, então invadiu a Rússia com 600 mil homens e 180 mil cavalos. O imperador rússo Alexandre I sabia que o inverno se aproximava e era só destruir as coisas ulteis ao inimigo, casas, plantações, etc. O que foi dito aconteceu, o inverno chegou, sem comida e abrigo Napoleão foi obrigado a recuar e muitos de seus soldados morreram. Encorajados, os inimigos da França(Prússia, Rússia, Inglaterra e Aústria) formarar uma aliança e atacaram a França e dominou Paris em 1814, Napoleão foi mandado para a ilha de Elba com 1000 soldados. Luís XVIII virou rei da França.Napoleão escapou de Elba com 800 soldados e quando ia a París o Rei Luís enviou uma tropa para prende-lo, mas, se unil a ele. O rei, impopular, fugiu e Bonaparte assumiu seu lugar. Ele reinou por apenas três mêses, pois os ingleses tinham um êxercito de um milão de soldados que destruiram definitivamente as forças de Napoleão Bonaparte na batalha de Waterloo.

Postado por Gabriel Vaccaro

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Causas da Revolução Francesa:


- Grande influência dos ideais iluministas, que defendia o fim do absolutismo, sobre os intelectuais e integrantes da alta burguesia;

- O descontentamento do Terceiro Estado (burguesia, trabalhadores urbanos, camponeses), que era a grande maioria da sociedade, com os privilégios que só a nobreza e com clero tinham;

- Os integrantes do Terceiro Estado deviam pagar altos impostos, enquanto clero e nobreza eram isentos. Este fato gerou grande revolta na população;

- A maioria das terras pertencentes do território francês estava nas mãos da nobreza, fato que também gerava muita revolta;

- As pessoas que se opunham ao absolutismo na França eram presas na Bastilha (prisão política da monarquia) ou enviadas para a guilhotina;

- Condições de vida desagradáveis enfrentadas pelos trabalhos urbanos (carga de trabalho elevada e salário baixo) e camponeses (viviam em situação de miséria);

- Desigualdade social já que a burguesia tinha gastos elevados com luxo, enquanto grande parte da população vivia em péssimas condições de vida;

- Grande vontade da alta burguesia comercial em ter participação na política da França. A burguesia queria também uma maior liberdade econômica, com pouca intervenção do governo;

- Grande influência dos ideais iluministas, que defendia o fim do absolutismo, sobre os intelectuais e integrantes da alta burguesia.

Bom não é só lendo que aprendemos história, outra maneira é assistir filmes sobre ela:

DANTON - O PROCESSO DA REVOLUÇÃO
   Ano: 1982
   Direção: Andrzej Wajda
   Gênero: Drama

CASANOVA E A REVOLUÇÃO
   Ano: 1982
   Direção: Ettore Scola
   Gênero: Drama

 MARIA ANTONIETA
   Ano: 2006
   Direção: Sofia Coppola
   Gênero: Drama

NAPOLEÃO
   Ano: 1927
   Direção: Abel Gance
   Gênero: Drama / Biografia

 A REVOLUÇÃO FRANCESA
   Ano: 2005
   Direção: Doug Shultz
   Gênero: Documentário


A MARSELHESA
   Ano: 1938
   Direção: Jean Renoir
   Gênero: Drama


Kennedy.