sábado, 28 de setembro de 2013

Consequências da Guerra do Paraguai

Resultados da guerra:
PARAGUAI: destruição do Estado existente, perda de territórios vizinhos e ruína da economia paraguaia, de modo que mesmo décadas depois, não conseguiu se desenvolver da mesma forma que os vizinhos. Perdas na guerra: até 69% da população, a maioria devido a doenças, fome e exaustão física.
BRASIL: a guerra expôs a fragilidade militar-estrutural do Império, devido à escravidão, principalmente, mas saiu vitorioso militarmente e fortaleceu sua hegemonia até 1875. Reflexos internos: desequilíbrio orçamentário e no Tesouro brasileiro, além da forte dissociação entre Exército e monarquia, devido ao sentimento de identidade que se construiu durante a guerra. Perdas na guerra: 50 mil homens, devido a doenças e ao rigor do clima.
O tesouro real indicou um gasto de 614 mil contos de réis, provindos das seguintes fontes :
Empréstimo Estrangeiro: 49 (em milhares de contos de Réis)
Empréstimo Interno: 27
Emissão de dinheiro: 102
Emissão de títulos: 171
Imposto: 265
O conflito custou, pois, ao Brasil, quase onze anos do orçamento público anual, em valores de pré-guerra, o que permite compreender melhor o persistente "déficit" público nas décadas de 1870 e 1880. Também chama a atenção, nos números sobre as fontes dos recursos gastos na luta, a participação proporcionalmente pequena de empréstimos externos.
O Brasil levou à guerra em torno de 139 mil homens, de um total de pouco mais de 9 milhões de habitantes, ou seja, cerca de 1.5% da população. A origem conhecida dos efetivos, sem incluir os efetivos da Marinha, foram :
Voluntários da Pátria: 54.992
Guarda Nacional: 59.669
Recrutamento e Escravos Libertos: 8.489
Total: 123.148

ARGENTINA: passou por inúmeras rebeliões federalistas contra o governo nacional, pelo descontentamento com a guerra; economicamente foi beneficiada, pois abasteceu as tropas brasileiras com produtos (principalmente carne e cereais) oriundos de Buenos Aires, mas também houve sangria do Tesouro nacional. A guerra contribuiu para a consolidação do Estado nacional argentino e para dinamizar sua economia. Perdas na guerra: 30 mil homens.
URUGUAI: sofreu impactos menores. Perdas na guerra: 5.000 soldados.

Alterações no plano regional: a guerra de certa forma substituiu a histórica rivalidade entre Argentina e Brasil pela cooperação entre os dois grandes países, uma aliança estratégica duradoura, embora as desconfianças entre os lados continuem até hoje. Durante todo o tempo da campanha, as províncias de Entre Rios e Corrientes abasteceram as tropas brasileiras com gado, gêneros alimentícios e outros produtos. Economicamente, os mais beneficiados foram os comerciantes argentinos durante a guerra.
O Brasil, que sustentou praticamente sozinho a guerra, pagou um preço alto pela vitória. Durante os cinco anos de lutas, as despesas do Império chegaram ao dobro de sua receita, provocando uma crise financeira. A escravidão passou a ser questionada, pois os escravos que lutaram pelo Brasil permaneceram escravos.

O Exército Brasileiro passou a ser uma força nova e expressiva dentro da vida nacional. Transformara-se numa instituição forte que, com a guerra, ganhara tradições e coesão interna e representaria um papel significativo no desenvolvimento posterior da história do país. Além disso, houve a formação de um inquietante espírito corporativista no exército.
Leandro Gallo

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Inglaterra pressionando o Brasil a abolir a escravidão








Além da Inglaterra ser o pais mais poderoso do mundo (em 1845) o Brasil dependia economicamente dos ingleses que disputavam consumidores pelo mundo e pressionava o Brasil a abolir o trabalho escravo.

(Douglas Peixinho)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Mulher no periodo colonial



A imagem é muito clara, mostra a vida das mulheres no período colonial, suas culturas e tradições.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Grileiros e Posseiros

Grileiros e posseiros são dois grupos com ideias diferentes, mas que tem semelhanças.

Grileiros :

Grileiro é um termo que designa quem falsifica documentos para de forma ilegal tornar-se dono por direito de terras devolutas ou de terceiros ou ainda quem está na posse ilegal de prédio ou prédios indivisos, por meio de documentos falsificados.

O nome grileiro vem, do ato de colocar documentos de posse de terra em gavetas com grilo para que esse documento ganhe uma aparência velha, fazendo com que o fiscal de terra acredite realmente que aquele documento é verdadeiro.

A grilagem é um dos motivos agravantes do exôdo rural no Nordeste. Além de graves disputas de terras no Centro-oeste e Amazônia.

Posseiros :

Posseiro é a pessoa que detém de fato a posse de uma gleba de terra, mas não é o dono de direito, não possuindo assim documentação e registro em cartório, como por exemplo, quem ocupa terras devolutas sem registro e titulação em cartório.

Os posseiros estão ainda em briga constante com os grileiros, pois de acordo com os posseiros, oque os grileiros tem na verdade não são deles.

Posseiro é a pessoa que detém de fato a posse de uma gleba de terra, mas não é o dono de direito, não possuindo assim documentação e registro em cartório, como por exemplo, quem ocupa terras devolutas sem registro e titulação em cartório.


Gabriel Vaccaro

sábado, 21 de setembro de 2013

Tríplice Aliança

 

 

 
No dia 1.º de maio de 1865, o Brasil, a Argentina e o Uruguai assinaram, em Buenos Aires, o Tratado da Tríplice Aliança, contra o Paraguai.
As forças militares da Tríplice Aliança eram, no início da guerra, francamente inferiores às do Paraguai, que contava com mais de 60 mil homens e uma esquadra de 23 vapores e cinco navios apropriados à navegação fluvial. Sua artilharia possuía cerca de 400 canhões
As tropas reunidas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, prontas a entrar em ação, não chegavam a 1/3 das paraguaias. A Argentina dispunha de aproximadamente 8 mil soldados e de uma esquadra de quatro vapores e uma goleta. O Uruguai entrou na guerra com menos de três mil homens e nenhuma unidade naval. O Brasil possuía menos de 12 mil soldados treinados. A vantagem dos brasileiros estava em sua marinha de guerra: 42 navios com 239 bocas de fogo e cerca de quatro mil homens bem treinados na tripulação. E grande parte da esquadra já se encontrava na bacia do Prata, onde havia atuado, sob o comando do Marquês de Tamandaré, na intervenção contra Aguirre.
Na verdade, o Brasil achava-se despreparado para entrar em uma guerra. Apesar de sua imensidão territorial e densidade populacional, o Brasil tinha um exército mal-organizado e muito pequeno. E, na verdade, tal situação era reflexo da organização escravista da sociedade, que, marginalizando a população livre não proprietária, dificultava a formação de um exército com senso de responsabilidade, disciplina e patriotismo. Além disso, o serviço militar era visto como um castigo sempre a ser evitado e o recrutamento era arbitrário e violento. As tropas utilizadas até então nas intervenções feitas no Prata eram constituídas basicamente pelos contingentes armados de chefes políticos gaúchos e por alguns efetivos da Guarda Nacional. Um reforço era, portanto, necessário. Para garantir um número de soldados suficientes o governo criou os batalhões de Voluntários da Pátria, cidadãos que se apresentavam para lutar inicialmente instigados pelo sentimento patrióticos, mas com o passar do tempo recrutados à força. Muitos eram escravos enviados por fazendeiros e negros alforriados. A cavalaria era formada pela Guarda Nacional do Rio Grande do Sul.
Segundo o Tratado da Tríplice Aliança, o comando supremo das tropas aliadas caberia a Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina. E foi assim na primeira fase da guerra.
Leandro Gallo

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Abolição do trafico negreiro



A imagem mostra um barco de trafico negreiro, que mais tarde sera proibida pela Inglaterra como mostra o titulo da postagem, mas a imagem mostra como os escravos eram tratados e como eles eram transportados. Praticamente, condições sub-humanas.

Explicação da relação entre a abolição do tráfico negreiro, o crescimento da imigração europeia e a Lei de Terras no Brasil com a agroexportação cafeeira



  


 

A relação entre a abolição do tráfico negreiro, o crescimento da imigração europeia e a Lei de Terras no Brasil com a agroexportação carafe  É  que a partir de meados do séculos XIX o Brasil se viu obrigado a iniciar o processo da transformação da mão de obra escrava e assalariada, estimulando a imigração europeia. Neste momento de modificação social brasileira surgiu a necessidade de regulamentar a propriedade de Terras através da chamada Lei de Terras. Tal lei previa a aquisição apenas de grandes extensões territoriais por um alto preço o que impediu o acesso as terras pelas camadas mais baixa da população.

(Douglas Peixinho)